
691
Par de brincos à rainha
Estimativa €1.500–2.400
690
Estimativa €420–720
Em ouro com o toque aproximado de 740/000.
Trabalho recortado e cinzelado representando cruz raiada com Cristo pregado.
Marca de ensaiador do ouro atribuível a Cosme Martins da Cruz Júnior (1821-1855) e marca de ourives parcialmente legível, possivelmente de José Teixeira Leal (reg. 1773) (Vidal 1680).
Remarcado com contraste e marcas de responsabilidade de Lisboa em uso de 1985 a 2020 para ouro de 585/000, batidas parcialmente por cima das marcas do século XIX.
Alt.: 5,5 cm
4,7 g
Entre 2015 e 2017 foi obrigatório, em Portugal, remarcar peças antigas, mesmo que estas peças já exibissem marcas oficiais anteriores a 1887. Como a Contrastaria só dispõe de punções para marcar toques de ouro de 375, 585, 750, 800, 916 ou 999 milésimas, as peças que ficassem ligeiramente abaixo das 750 milésimas foram marcadas com o punção indicativo de 585/000, ainda que o teor real de ouro estivesse muito mais próximo das 750/000, como é o caso da presente peça (três ensaios ao teor de ouro, com recurso a análise de XRF, indicam uma pureza entre 740 e 760 milésimos em diferentes zonas da peça).
Adicionalmente, nalgumas peças pequenas, esta exigência legal levou a que os contrastes tenham sido batidos por cima das marcas antigas. Neste caso, ainda que o espaço disponível fosse mínimo, é notório cuidado do técnico que a remarcou, pois evitou tornar ilegíveis as marcas do século XIX.
A relação entre o que vemos e aquilo que conhecemos nunca está terminada. A forma como vemos as coisas é afetada pelo que conhecemos, ou por aquilo em que acreditamos.