
940
Tesoura de morrões e bandeja
Estimativa €400–600
939
Estimativa €2.000–3.000
Em prata portuguesa (833/000).
Assente sobre três pés de garra e bola cinzelados, tabuleiro triangular com o bordo recortado e relevado com friso arquitectónico e rosas. Tinteiro, arreeiro, caixa de borras e porta-penas com grinaldas gravadas, tampas com frisos gravados com conchas e folhas.
Trabalho português do último quartel do século XVIII.
Apresentado para ensaio, entre o final do século XIX e o início do século XX, na contrastaria do Porto pelo ourives José Pereira Canaveses (1887-1913) e remarcado com o contraste corrente então em uso (Javali II) e a marca do ourives.
(sinais de uso)
12 x 23 cm
1104 g
Embora em 1887 tenha sido introduzido o punção "Cabeça de Velho", destinado a marcar peças antigas com "valor artístico ou arqueológico", infelizmente a Contrastaria do Porto raramente o utilizou, mantendo esta prática até bem dentro do século XX. Assim, como no presente caso, peças antigas com grande qualidade artística e originalmente sem marcas, quando entravam no mercado como peças usadas, eram frequentemente marcadas com os contrastes então em vigor.
A relação entre o que vemos e aquilo que conhecemos nunca está terminada. A forma como vemos as coisas é afetada pelo que conhecemos, ou por aquilo em que acreditamos.